No coração da Covilhã medieval, a história da cidade desenrola-se através dos vestígios do seu antigo castelo e muralhas, construídos durante a Reconquista Cristã por D. Sancho I no final do século XII. Originalmente erguido como estrutura defensiva, o castelo marcava o poder administrativo local, com cinco portas fortificadas que asseguravam o controlo de entrada na cidade.
A transfo…
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No coração da Covilhã medieval, a história da cidade desenrola-se através dos vestígios do seu antigo castelo e muralhas, construídos durante a Reconquista Cristã por D. Sancho I no final do século XII. Originalmente erguido como estrutura defensiva, o castelo marcava o poder administrativo local, com cinco portas fortificadas que asseguravam o controlo de entrada na cidade.
A transformação urbana alterou profundamente a paisagem histórica. O terramoto de 1755 danificou significativamente o castelo, e posteriormente, por decreto do Marquês de Pombal em 1769, as suas pedras foram reutilizadas na construção da Real Fábrica de Panos, símbolo da modernização industrial local.
Na Rua 1º de Dezembro, um imóvel preserva uma cisterna medieval do século XIV, elemento arquitetónico singular. Escavada em granito, com abóbada de canhão e canal original, a cisterna revela a engenhosidade medieval no aproveitamento de nascentes subterrâneas e na gestão estratégica de recursos hídricos em contexto urbano.
Hoje, fragmentos das antigas muralhas integram-se discretamente no tecido urbano, testemunhando séculos de história através de vestígios na Calçada de Santa Cruz, Rua do Norte e outras artérias da cidade.
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