No centro de Mesão Frio, no Alto Douro, destaca-se um pelourinho quinhentista que conta a história desta região marcada por séculos de transformações. Construído em granito local, o monumento assinala o centro histórico da povoação e simboliza a autonomia administrativa concedida por diferentes monarcas portugueses.
A estrutura apresenta uma base octogonal assente em três degraus, sob…
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No centro de Mesão Frio, no Alto Douro, destaca-se um pelourinho quinhentista que conta a história desta região marcada por séculos de transformações. Construído em granito local, o monumento assinala o centro histórico da povoação e simboliza a autonomia administrativa concedida por diferentes monarcas portugueses.
A estrutura apresenta uma base octogonal assente em três degraus, sobre a qual se ergue uma coluna cilíndrica com pormenores arquitetónicos únicos. O fuste divide-se em duas secções, marcadas por um anel central com caneluras, e rematado por um capitel decorado. No topo, um tabuleiro quadrangular exibe volutas relevadas e elementos férreos com remates zoomórficos.
A história local remonta à Proto-história, com vestígios como o Castro de Cidadelhe, testemunhando ocupações anteriores. Durante a Reconquista, a região ganhou importância estratégica. Em 1152, D. Afonso Henriques concedeu foral a Mesão Frio, confirmado posteriormente por D. Afonso II em 1217 e renovado por D. Manuel I em 1513.
Este pelourinho não é apenas um monumento, mas um marco que regista as transformações administrativas e culturais de uma comunidade profundamente ligada à paisagem do Douro.
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