No Mondego, este antigo edifício conventual dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra revela uma fascinante história arquitetónica que atravessa séculos. Originalmente adquirido em 1194 por esta ordem religiosa, o complexo serviu como residência de verão para os monges, aproveitando a proximidade com o mar de Buarcos.
A construção atual resulta de sucessivas intervenções, com ele…
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No Mondego, este antigo edifício conventual dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra revela uma fascinante história arquitetónica que atravessa séculos. Originalmente adquirido em 1194 por esta ordem religiosa, o complexo serviu como residência de verão para os monges, aproveitando a proximidade com o mar de Buarcos.
A construção atual resulta de sucessivas intervenções, com elementos arquitetónicos que documentam diferentes períodos históricos. O núcleo principal apresenta uma implantação longitudinal irregular, desenvolvendo-se em torno de dois pátios que integram zona conventual, residencial, capela, cavalariças, celeiro e adega.
A fachada principal, orientada a noroeste, destaca-se pela sua composição horizontal, com pórtico central de três arcos de volta inteira e frontão triangular. O interior conserva pormenores notáveis, como o refeitório com painéis de azulejos azuis e brancos e teto de caixotões, e a capela com azulejaria alusiva à vida de Santo Agostinho.
Elementos arquitetónicos como o torreão de três pisos, as salas agrícolas com tetos abobadados e a adega com colunas de reminiscência árabe conferem ao conjunto uma singularidade arquitetónica rara na região.
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