Na pequena povoação de Abrunheira, a Casa Nobre do Morgado e a Capela de Santo António revelam a história de uma família fidalga dos séculos XVII e XVIII. Construída originalmente na segunda metade do século XVII, a casa apresenta uma fachada barroca marcada por uma composição simétrica e horizontal, com nove janelas no piso superior e seis no térreo, todas emolduradas em cantaria com verga cur…
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Na pequena povoação de Abrunheira, a Casa Nobre do Morgado e a Capela de Santo António revelam a história de uma família fidalga dos séculos XVII e XVIII. Construída originalmente na segunda metade do século XVII, a casa apresenta uma fachada barroca marcada por uma composição simétrica e horizontal, com nove janelas no piso superior e seis no térreo, todas emolduradas em cantaria com verga curva.
O elemento central da fachada é o portal brasonado, onde se destaca o brasão das famílias Ornelas, Abreu, Fonseca e Moura. Lateralmente, uma capela dedicada a Santo António completa o conjunto arquitetónico, ligada à casa por uma tribuna interior. A capela, instituída no último quartel do século XVII por D. Maria Marques, conserva um retábulo joanino em talha dourada e uma abóbada pintada com representação de Nossa Senhora.
O imóvel mantém as funções originais de residência familiar, sendo hoje utilizado sazonalmente. A população local venera especialmente a capela, celebrando anualmente uma missa e procissão em honra de Santo António, considerado protetor da povoação desde as Invasões Francesas.
Em 2004, a Casa Nobre e a Capela foram classificadas como imóvel de interesse municipal, preservando a memória arquitetónica e histórica desta região.
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