O pelourinho de Aljubarrota ergue-se no centro histórico de uma antiga vila que integrava os coutos da Abadia de Alcobaça, território fundado por D. Afonso Henriques em 1147. Construído durante o reinado de D. Manuel, por volta de 1514, o monumento assinala a concessão do novo foral municipal e representa um marco da história local.
O pelourinho, elemento tradicional de autonomia conc…
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O pelourinho de Aljubarrota ergue-se no centro histórico de uma antiga vila que integrava os coutos da Abadia de Alcobaça, território fundado por D. Afonso Henriques em 1147. Construído durante o reinado de D. Manuel, por volta de 1514, o monumento assinala a concessão do novo foral municipal e representa um marco da história local.
O pelourinho, elemento tradicional de autonomia concelhia, desenvolve-se sobre um soco de três degraus circulares em pedra. A sua estrutura em granito compõe-se de base octogonal decorada com motivos vegetalistas, coluna cilíndrica lisa e capitel ornamentado com oito florões que alguns estudiosos associam a cruzes de Avis estilizadas.
No seu remate, destaca-se um escudo encimado por um chapéu - possivelmente alusivo à lendária 'Padeira de Aljubarrota' - e uma esfera armilar, elementos característicos da época manuelina. A sua localização junto à antiga Casa da Câmara e torre sineira reforça o significado institucional do monumento.
A vila de Aljubarrota, para além do seu pelourinho, ganhou relevo histórico por ser palco da célebre Batalha de Aljubarrota, onde as tropas portuguesas, lideradas por D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, derrotaram os castelhanos, num momento crucial da independência nacional.
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