Na Rua Heróis do Ultramar, em Figueira da Foz, eleva-se um cruzeiro que assinala um dos períodos mais dramáticos da história local. Construído em 1812, o monumento recorda as consequências trágicas da última Invasão Francesa, comandada pelo general Massena.
Em 1810, após a ocupação militar, a região sofreu uma crise humanitária devastadora. Milhares de pessoas fugiram para a vila, sem…
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Na Rua Heróis do Ultramar, em Figueira da Foz, eleva-se um cruzeiro que assinala um dos períodos mais dramáticos da história local. Construído em 1812, o monumento recorda as consequências trágicas da última Invasão Francesa, comandada pelo general Massena.
Em 1810, após a ocupação militar, a região sofreu uma crise humanitária devastadora. Milhares de pessoas fugiram para a vila, sem recursos ou alimentos, provocando uma fome generalizada. A situação agravou-se com uma epidemia que vitimou cerca de cinco mil pessoas nos primeiros meses de 1811.
O cruzeiro, assente num pedestal com quatro degraus, foi erguido junto ao antigo Convento de Santo António, local onde muitas vítimas foram sepultadas. A sua inscrição latina descreve pormenorizadamente o contexto de sofrimento, apelando à reflexão sobre os desígnios divinos.
Integrado num jardim murado, com um portão central em ferro, o monumento apresenta um coroamento triangular. A sua localização próxima do hospital da Misericórdia e a simplicidade arquitetónica conferem-lhe uma dimensão de memória coletiva e resiliência.
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