Em Coruche, o solar dos Cota Falcões destaca-se como um exemplar notável da arquitetura senhorial portuguesa dos séculos XVII e XVIII. Construído originalmente na segunda metade do século XVII, o edifício conserva a data de 1665 no portal principal, marcando o momento da sua conclusão.
A estrutura arquitetónica revela pormenores interessantes: quatro fachadas independentes, com entrad…
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Em Coruche, o solar dos Cota Falcões destaca-se como um exemplar notável da arquitetura senhorial portuguesa dos séculos XVII e XVIII. Construído originalmente na segunda metade do século XVII, o edifício conserva a data de 1665 no portal principal, marcando o momento da sua conclusão.
A estrutura arquitetónica revela pormenores interessantes: quatro fachadas independentes, com entradas laterais que conduzem a um pátio interno. A escadaria central liga o piso térreo ao andar nobre, onde se desenvolve a vida familiar. As janelas de verga reta e os frisos de cantaria definem a sobriedade arquitetónica característica das casas senhoriais da época.
Ao longo dos séculos, o solar serviu diversos propósitos: desde residência da família Cota Falcão até quartel da Guarda Nacional Republicana no início do século XX. Em 1946, foi adquirido por António Feliciano Branco Teixeira, que o transformou novamente em habitação privada.
O pátio posterior apresenta uma loggia com arcos assentes em colunas toscanas, prolongando-se numa varanda que testemunha as transformações arquitetónicas do imóvel. A entrada nascente, quase completamente coberta por uma buganvília centenária, adiciona um pormenor orgânico à sua história arquitetónica.
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