Na cidade do Porto, o Quiosque da Ramadinha é um exemplo singular da arquitetura tradicional urbana. Construído originalmente no antigo Largo de Santo André, hoje Praça dos Poveiros, o quiosque data pelo menos de 1930, quando pertencia a Manuel António Valdrez.
A estrutura em madeira apresenta uma planta hexagonal e uma cobertura piramidal que acentua a sua verticalidade. Pintado em t…
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Na cidade do Porto, o Quiosque da Ramadinha é um exemplo singular da arquitetura tradicional urbana. Construído originalmente no antigo Largo de Santo André, hoje Praça dos Poveiros, o quiosque data pelo menos de 1930, quando pertencia a Manuel António Valdrez.
A estrutura em madeira apresenta uma planta hexagonal e uma cobertura piramidal que acentua a sua verticalidade. Pintado em tons de vermelho, o quiosque possui três fachadas com janelas de guilhotina envidraçadas e portadas de madeira que se abrem em balcão.
Ao longo das décadas, o quiosque foi deslocado várias vezes: em 1948 para o Largo da Ramadinha, em 1992 substituído por uma réplica devido ao seu estado de degradação, e em 2005 transferido para a Praça Carlos Alberto, no âmbito de um programa de requalificação urbana.
Em 1996, a estrutura foi classificada como imóvel de interesse municipal. Após um período de encerramento, reabriu em 2016 dedicando-se à venda de produtos tradicionais portugueses, com destaque para a ginjinha de Alcobaça.
Este quiosque integra a memória dos setenta quiosques que outrora animavam as ruas do Porto, constituindo um elemento patrimonial que regista a evolução do espaço urbano portuense.
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