Na zona dos Clérigos, este edifício de 1906 representa um notável exemplo da arquitetura Arte Nova da época. Localizado na Rua da Galeria de Paris, o imóvel foi projetado por José Estêvão, Eduardo Augusto e Parada Silva Leitão para Domingos José Fernandes, combinando funções comerciais e habitacionais.
A fachada revela uma composição arquitetónica singular, marcada por um grande janel…
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Na zona dos Clérigos, este edifício de 1906 representa um notável exemplo da arquitetura Arte Nova da época. Localizado na Rua da Galeria de Paris, o imóvel foi projetado por José Estêvão, Eduardo Augusto e Parada Silva Leitão para Domingos José Fernandes, combinando funções comerciais e habitacionais.
A fachada revela uma composição arquitetónica singular, marcada por um grande janelão circular sobre um portal de vidro e ferro. Elementos em granito, como a cornija e balaustrada, conferem elegância à estrutura. Os vãos em granito são cuidadosamente emoldurados, demonstrando a atenção ao pormenor característica deste período.
O interior surpreende pelos pés-direitos generosos e elementos estruturais em ferro, revelando a influência da estética industrial da época. A decoração reflete o impacto do escultor belga Paul Hankar, visível nos pormenores artísticos da fachada revestida a azulejos.
Atualmente integrado na zona histórica do Porto, classificada como Património Mundial, o edifício mantém a sua estrutura original, ocupando três pisos: um estabelecimento comercial no rés do chão e uma pensão nos andares superiores.
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