No coração de Alenquer, a antiga Fábrica da Chemina conta a história industrial da região durante o século XIX. Fundada em 1872 por Francisco José Lopes, a fábrica de lanifícios tornou-se rapidamente um centro económico importante, empregando cerca de 280 trabalhadores no final do século.
O edifício, localizado numa zona geográfica única marcada pela Serra de Montejunto, revela a arqu…
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No coração de Alenquer, a antiga Fábrica da Chemina conta a história industrial da região durante o século XIX. Fundada em 1872 por Francisco José Lopes, a fábrica de lanifícios tornou-se rapidamente um centro económico importante, empregando cerca de 280 trabalhadores no final do século.
O edifício, localizado numa zona geográfica única marcada pela Serra de Montejunto, revela a arquitetura industrial típica da época. Com dois corpos retangulares de dois e três pisos, o interior mantém características originais como pilares de ferro fundido e uma escadaria com guarda também em ferro, elementos que testemunham as técnicas construtivas da altura.
Após quase um século de atividade, a fábrica encerrou nos anos 60. Posteriormente, a câmara municipal recuperou o espaço, transformando-o num equipamento cultural. Desde 1995, o edifício acolhe exposições municipais, integrando o Parque Urbano da Romeira e preservando a memória industrial local.
A sua localização geográfica, entre zonas serranas e de planície, reflete a riqueza paisagística de Alenquer, um território historicamente estratégico que já foi conquistado por D. Afonso Henriques durante a Reconquista.
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