A Igreja Matriz da Golegã, construída no início do século XVI por iniciativa de D. Manuel I, destaca-se como um notável exemplo da arquitetura manuelina. Provavelmente projetada pelo arquiteto Diogo de Boitaca, a igreja conserva elementos arquitetónicos originais que contam a história da região.
O portal principal impressiona pela sua decoração intrincada, com colunas torsas e um arco…
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A Igreja Matriz da Golegã, construída no início do século XVI por iniciativa de D. Manuel I, destaca-se como um notável exemplo da arquitetura manuelina. Provavelmente projetada pelo arquiteto Diogo de Boitaca, a igreja conserva elementos arquitetónicos originais que contam a história da região.
O portal principal impressiona pela sua decoração intrincada, com colunas torsas e um arco polilobado repleto de símbolos manuelinos. Um nicho central alberga uma imagem da Virgem com o Menino, enquadrada por pormenores simbólicos como cruzes de Cristo e esferas armilares.
A estrutura interior mantém a configuração original de três naves, separadas por arcos ogivais e pilares cruciformes. O teto de madeira e a abóbada da capela-mor preservam a linguagem arquitetónica quinhentista, complementada por elementos posteriores como o púlpito renascentista e os azulejos do século XVIII que narram cenas do Novo Testamento.
A torre sineira, adossada lateralmente, remata a fachada com um coruchéu octogonal inspirado na igreja de São João Baptista de Tomar. Na sacristia, guarda-se ainda uma escultura em pedra do século XVI representando o Arcanjo São Miguel.
A igreja, localizada no Ribatejo, constitui um documento relevante da evolução arquitetónica portuguesa entre os séculos XVI e XVIII.
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