Na Golegã, a Casa-Estúdio Carlos Relvas revela um capítulo fascinante da história da fotografia portuguesa do século XIX. Construído entre 1872 e 1875 por iniciativa do fotógrafo Carlos Relvas, o edifício combina arquitetura eclética com funcionalidade técnica, projetado pelo arquiteto Henrique Carlos Afonso.
O estúdio fotográfico, hoje museu, destaca-se pela sua estrutura inovadora: …
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Na Golegã, a Casa-Estúdio Carlos Relvas revela um capítulo fascinante da história da fotografia portuguesa do século XIX. Construído entre 1872 e 1875 por iniciativa do fotógrafo Carlos Relvas, o edifício combina arquitetura eclética com funcionalidade técnica, projetado pelo arquiteto Henrique Carlos Afonso.
O estúdio fotográfico, hoje museu, destaca-se pela sua estrutura inovadora: uma construção em ferro com 33 toneladas de material forjado, paredes envidraçadas e mecanismos de controlo de luz através de sistemas de fios e roldanas. No segundo piso, o espaço foi concebido especificamente para a prática fotográfica, permitindo a captação de imagens com condições técnicas únicas para a época.
Na fachada principal, os bustos de Niépce e Daguerre homenageiam os pioneiros da fotografia. O edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público, integra um jardim com espécies exóticas e conserva o espólio pessoal de Carlos Relvas: um arquivo fotográfico, instrumentos musicais e uma biblioteca com cerca de quatro mil volumes.
Desde 1981, a Câmara Municipal da Golegã gere este espaço museológico, preservando um exemplar único da evolução técnica e artística da fotografia oitocentista portuguesa.
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