Entre o Jardim Botânico e as Escadas Monumentais da Universidade, encontramos um edifício de habitação dos anos 1930 que se transformou num exemplo fundamental da arte contemporânea portuguesa. Fundado em 1958 por um grupo de estudantes, o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) ocupa uma casa antiga com arquitetura típica da classe média da época.
O imóvel, de linhas arquitetóni…
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Entre o Jardim Botânico e as Escadas Monumentais da Universidade, encontramos um edifício de habitação dos anos 1930 que se transformou num exemplo fundamental da arte contemporânea portuguesa. Fundado em 1958 por um grupo de estudantes, o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) ocupa uma casa antiga com arquitetura típica da classe média da época.
O imóvel, de linhas arquitetónicas simples, desenvolve-se em quatro pisos, com uma fachada marcada por janelas simétricas e um friso de azulejos. No seu interior, o espaço foi adaptado para acolher atividades culturais que revolucionaram o panorama artístico nacional.
Durante décadas, artistas como Ângelo de Sousa, Julião Sarmento e Pedro Cabrita Reis transformaram este local num laboratório de experimentação artística, desafiando convenções e explorando novas linguagens visuais. O CAPC tornou-se um espaço crucial para a compreensão das dinâmicas artísticas do modernismo tardio e pós-modernismo em Portugal.
Em 2016, o edifício foi classificado como monumento de interesse público, reconhecendo o seu papel na memória cultural portuguesa e na história da arte contemporânea.
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