O Jardim da Manga, localizado na baixa de Coimbra, é um notável exemplar da arquitetura renascentista portuguesa, construído em 1533 por ordem de D. João III. Integrado originalmente no Mosteiro de Santa Cruz, este espaço revela uma complexa conceção simbólica inspirada nos fundamentos da religião cristã.
O jardim desenvolve-se em torno de uma fonte central coberta por uma cúpula asse…
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O Jardim da Manga, localizado na baixa de Coimbra, é um notável exemplar da arquitetura renascentista portuguesa, construído em 1533 por ordem de D. João III. Integrado originalmente no Mosteiro de Santa Cruz, este espaço revela uma complexa conceção simbólica inspirada nos fundamentos da religião cristã.
O jardim desenvolve-se em torno de uma fonte central coberta por uma cúpula assente em oito colunas clássicas de pedra de Ançã. Quatro pequenas capelas circundam este elemento central, ligadas por pontes radiais sobre tanques retangulares. Os pormenores arquitetónicos, da autoria de João de Ruão, incluem retábulos parcialmente preservados e elementos decorativos que aludem à Fonte da Vida.
A tradição local conta que o rei esboçou o desenho na manga do seu gibão durante uma visita ao mosteiro, originando o nome 'Manga'. Os jogos de água, inspirados na arquitetura árabe, e a disposição geométrica dos espaços refletem o pensamento renascentista, marcado pela intervenção do prior Frei Brás de Barros.
Classificado como Monumento Nacional desde 1934, o Jardim da Manga conserva hoje a sua estrutura central, oferecendo aos visitantes um testemunho único da arquitetura e simbolismo do século XVI português.
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