A Sé Velha de Coimbra, catedral românica fundada no século XII, é um exemplo arquitetónico único da época da Reconquista portuguesa. Construída durante o reinado de D. Afonso Henriques, o edifício apresenta uma estrutura robusta que lembra uma fortaleza, com muros altos coroados de ameias e poucas aberturas, reflexo do contexto histórico de defesa territorial.
O projeto, atribuído ao …
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A Sé Velha de Coimbra, catedral românica fundada no século XII, é um exemplo arquitetónico único da época da Reconquista portuguesa. Construída durante o reinado de D. Afonso Henriques, o edifício apresenta uma estrutura robusta que lembra uma fortaleza, com muros altos coroados de ameias e poucas aberturas, reflexo do contexto histórico de defesa territorial.
O projeto, atribuído ao mestre francês Roberto, destaca-se pela sua conceção inovadora: três naves, transepto ligeiramente saliente e uma torre-lanterna sobre o cruzeiro. O interior surpreende pela riqueza decorativa, com cerca de 380 capitéis esculpidos com motivos geométricos, vegetais e animais, revelando influências árabes e pré-românicas.
Ao longo dos séculos, a Sé Velha foi enriquecida com elementos artísticos notáveis: o retábulo-mor gótico flamejante dos escultores Olivier de Gand e Jean d'Ypres, a Porta Especiosa renascentista de João de Ruão e túmulos medievais, como o de D. Vataça Láscaris.
Hoje, a catedral não é apenas um monumento histórico, mas também um símbolo cultural, palco das tradições académicas de Coimbra, nomeadamente a emblemática Serenata da Queima das Fitas.
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