O castelo de Avô, localizado na região centro de Portugal, revela uma rica estratigrafia histórica que atravessa diferentes períodos civilizacionais. Os vestígios arqueológicos mais antigos datam da Idade do Bronze, com réplicas de machados encontrados na região.
A presença romana é marcada pela antiga Via Imperial que ligava Olissipo a Salamanca, construída pela V Legião Romana. Três…
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O castelo de Avô, localizado na região centro de Portugal, revela uma rica estratigrafia histórica que atravessa diferentes períodos civilizacionais. Os vestígios arqueológicos mais antigos datam da Idade do Bronze, com réplicas de machados encontrados na região.
A presença romana é marcada pela antiga Via Imperial que ligava Olissipo a Salamanca, construída pela V Legião Romana. Três troços desta via encontram-se ainda relativamente bem conservados nas proximidades de Avô, atravessando caminhos que ligam diferentes localidades.
Durante os séculos XII a XIV, o castelo foi palco de importantes momentos políticos. No reinado de D. Sancho I, foi inicialmente destruído e depois reconstruído por D. Afonso II. No século XIV, D. Dinis procedeu a significativas modificações arquitetónicas, introduzindo uma configuração oval irregular na cerca, um portal de arco quebrado e integrando a torre de menagem na muralha sul.
No século XIX, o castelo começou a ser progressivamente desmantelado. Em 1856, a torre de menagem foi demolida por ameaçar ruína, e nas décadas seguintes, parte das muralhas foi utilizada para construção local.
Entre as décadas de 40 e 60 do século XX, o castelo foi alvo de trabalhos de restauro, no âmbito de uma política de valorização do património nacional, que permitiram preservar a sua estrutura atual.
A par do castelo, destaca-se a capela de São Miguel, de origem medieval, que complementa o conjunto patrimonial desta fortificação histórica.
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