O Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz, localizado em Almada, revela a complexa história de um povoado costeiro estrategicamente implantado numa falésia sobranceira ao estuário do Tejo. Ocupado desde o Calcolítico até à II Idade do Ferro, o local oferece um testemunho único das dinâmicas económicas e sociais das comunidades pré-romanas.
As escavações arqueológicas identificaram trê…
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O Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz, localizado em Almada, revela a complexa história de um povoado costeiro estrategicamente implantado numa falésia sobranceira ao estuário do Tejo. Ocupado desde o Calcolítico até à II Idade do Ferro, o local oferece um testemunho único das dinâmicas económicas e sociais das comunidades pré-romanas.
As escavações arqueológicas identificaram três zonas de ocupação distintas: uma plataforma superior do período Calcolítico e Idade do Bronze, uma zona central fortificada com muralhas e fosso correspondente à I Idade do Ferro e uma área ocidental associada à II Idade do Ferro.
Os habitantes desenvolviam uma economia mista baseada na agricultura, pastorícia e atividades marítimas. A provável exportação de pescado e sal, bem como a possível exploração de areias auríferas, indiciavam já uma vocação comercial. A presença de cerâmicas cinzentas, ânforas e recipientes de verniz vermelho sugere intensas trocas comerciais com o Mediterrâneo Oriental, sem configurar um estabelecimento fenício propriamente dito.
As estruturas habitacionais, construídas em pedra seca, revelam pequenos alojamentos retangulares, enquanto os vestígios metalúrgicos - escórias e cadinhos - atestam práticas artesanais locais.
Classificado como Sítio de Interesse Público, o local pode ser visitado mediante marcação prévia, permitindo uma viagem no tempo através das suas camadas arqueológicas.
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