Em Ovelha do Marão, na freguesia de Aboadela, ergue-se um pelourinho quinhentista que conta a história da autonomia municipal portuguesa. Datado provavelmente do século XVI, aquando da renovação dos forais por D. Manuel I, o monumento assinala a independência jurídica de uma comunidade rural situada nas encostas do Marão.
Implantado num pequeno largo junto à ponte, o pelourinho assent…
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Em Ovelha do Marão, na freguesia de Aboadela, ergue-se um pelourinho quinhentista que conta a história da autonomia municipal portuguesa. Datado provavelmente do século XVI, aquando da renovação dos forais por D. Manuel I, o monumento assinala a independência jurídica de uma comunidade rural situada nas encostas do Marão.
Implantado num pequeno largo junto à ponte, o pelourinho assenta numa plataforma de cinco degraus quadrangulares. A sua estrutura simples compõe-se de uma base circular robusta e um fuste cilíndrico liso, rematado por um capitel tronco-cilíndrico coroado por uma pirâmide de secção quadrada. As marcas dos antigos ferros de sujeição ainda são visíveis, lembrando o seu papel como local de execução de sentenças.
Próximo encontra-se um cruzeiro datado de 1630, adossado ao parapeito da ponte. Com uma base inscrita e cruz latina singela, simboliza a proteção aos viajantes e a importância espiritual dos caminhos regionais. Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, este conjunto arquitetónico preserva a memória de Ovelha do Marão, uma das raras beetrias do reino português.
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