A Igreja de Santa Maria de Gondar, edificada no século XIII, ergue-se num cenário sereno no vale do rio Ovelha, testemunhando a história medieval da região de Amarante. Originalmente parte de um pequeno complexo monástico feminino, a igreja mantém intacta a sua traça românica tardia, revelando pormenores arquitetónicos únicos.
O templo, associado à linhagem dos Gundares [1], apresenta…
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A Igreja de Santa Maria de Gondar, edificada no século XIII, ergue-se num cenário sereno no vale do rio Ovelha, testemunhando a história medieval da região de Amarante. Originalmente parte de um pequeno complexo monástico feminino, a igreja mantém intacta a sua traça românica tardia, revelando pormenores arquitetónicos únicos.
O templo, associado à linhagem dos Gundares [1], apresenta características arquitetónicas que o distinguem: um portal principal sem colunas, com arquivoltas assentes diretamente nos pés-direitos e um tímpano liso. Destaca-se o óculo superior, composto por cinco círculos dispostos em forma de cruz, elemento decorativo característico do românico português.
As fachadas laterais exibem portais de arco quebrado e, no lado direito, um campanário de formato invulgar, único no concelho de Amarante. O interior, desprovido do programa decorativo original, é coberto por um teto de madeira, onde se observa um arco setecentista que assinala intervenções posteriores.
A igreja, implantada a meia encosta, conserva vestígios de estruturas anexas através de mísulas nos paramentos exteriores, evocando a sua génese monástica. Apesar das transformações ao longo dos séculos, mantém a sua integridade arquitetónica, constituindo um valioso elemento do património românico da região.
[1] descendente de “Dom Mem Gundar foi natural das Astúrias e veio com o Conde D. Henrique a Portugal” in
https://memgundar.blogspot.com/2020/04/a-ilustre-linhagem-dosgundares-tomamos.html
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