No Largo do Calhariz, em Lisboa, encontramos o Palácio Valada-Azambuja, um edifício histórico que atravessou séculos de transformações. Originalmente pertencente a D. Álvaro Vaz de Almada, o palácio passou para a família Távora em 1449, sendo completamente reconstruído após o devastador terramoto de 1755.
A fachada setecentista mantém a sua elegância original: três pisos delimitados p…
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No Largo do Calhariz, em Lisboa, encontramos o Palácio Valada-Azambuja, um edifício histórico que atravessou séculos de transformações. Originalmente pertencente a D. Álvaro Vaz de Almada, o palácio passou para a família Távora em 1449, sendo completamente reconstruído após o devastador terramoto de 1755.
A fachada setecentista mantém a sua elegância original: três pisos delimitados por pilastras, com janelas de sacada e uma varanda corrida de balaustrada. No interior, destacam-se painéis de azulejos do século XVII em azul e branco, representando cenas galantes, e uma imponente escadaria de mármore coberta por abóbada em arco abatido.
Ao longo dos anos, o palácio serviu diversos propósitos: residência de nobres como o Marquês de Pombal, sede do jornal 'A Lucta' em 1922 e, posteriormente, instalações judiciais. Atualmente, acolhe a Biblioteca Municipal Camões e um empreendimento residencial de curta duração.
Classificado como imóvel de interesse público desde 1982, o Palácio Valada-Azambuja integra o conjunto histórico do Ascensor da Bica, sendo como elemento exemplar da evolução arquitetónica e social de Lisboa.
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