O povoado do Lago, situado na margem direita do rio Cávado, no concelho de Amares, revela uma estratégia de ocupação territorial inovadora para a II Idade do Ferro. Diferente dos tradicionais castros minhotos implantados em pontos altos, este povoado desenvolve-se num cabeço de baixa altitude (65,30 metros), próximo de terrenos férteis e recursos hídricos.
O sítio arqueológico, com ce…
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O povoado do Lago, situado na margem direita do rio Cávado, no concelho de Amares, revela uma estratégia de ocupação territorial inovadora para a II Idade do Ferro. Diferente dos tradicionais castros minhotos implantados em pontos altos, este povoado desenvolve-se num cabeço de baixa altitude (65,30 metros), próximo de terrenos férteis e recursos hídricos.
O sítio arqueológico, com cerca de um hectare, apresenta uma plataforma poligonal irregular protegida por um complexo sistema defensivo. A muralha oeste, com 2,30 metros de largura, foi construída em duas fases: inicialmente em terra batida no século III a.C. e posteriormente reforçada com pedra irregular. Um fosso escavado na rocha complementava a defesa, compensando as vertentes mais desprotegidas.
As escavações revelaram estruturas habitacionais simples, com alicerces de pedra, buracos de poste e lareiras, indiciando construções em materiais perecíveis. O espólio cerâmico, maioritariamente da Idade do Ferro, sugere um povoado agrícola com ocupação entre os séculos III a.C. e meados do século I d.C.
Este sítio arqueológico oferece um olhar único sobre as comunidades proto-históricas do noroeste português, evidenciando estratégias de adaptação territorial e modos de vida comunitários.
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