No coração da vila de Maçãs de Dona Maria, erguido em 1626 durante o período da União Ibérica, encontra-se um singular cruzeiro filipino. A estrutura arquitetónica, construída em pedra calcária, apresenta um templete quadrangular coberto por uma cúpula sustentada por quatro colunas toscanas.
No centro do conjunto, uma coluna toscana suporta um crucifixo de pedra, executado no início d…
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No coração da vila de Maçãs de Dona Maria, erguido em 1626 durante o período da União Ibérica, encontra-se um singular cruzeiro filipino. A estrutura arquitetónica, construída em pedra calcária, apresenta um templete quadrangular coberto por uma cúpula sustentada por quatro colunas toscanas.
No centro do conjunto, uma coluna toscana suporta um crucifixo de pedra, executado no início do século XX, que substituiu a peça original em marfim. Os pedestais das colunas exibem esculpidos símbolos da Paixão de Cristo, enquanto no topo da cúpula assenta uma cruz latina da Ordem de Cristo.
A localização estratégica junto à Igreja Matriz sugere que este cruzeiro integrava o itinerário da romaria anual do Senhor dos Aflitos, celebrada no último domingo de agosto. A povoação, que foi sede de município entre 1514 e 1855, conserva este testemunho arquitetónico de um período histórico marcante.
Em 1998, o cruzeiro e o alpendre foram alvo de uma intervenção de restauro, tendo sido preservados fragmentos da coluna original na Junta de Freguesia local. Este monumento constitui um elemento patrimonial que regista a memória histórica e religiosa de Maçãs de Dona Maria.
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