Na pequena localidade de Arrifana de Sousa, junto à Capela de São Roque, encontra-se um sarcófago de granito que conta uma história marcada pela devoção e tragédia epidémica do século XVI. Construído em memória de Frei Manuel da Ressurreição, um franciscano que perdeu a vida durante uma devastadora peste local, o monumento funerário preserva a memória de um homem considerado santo pela comunida…
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Na pequena localidade de Arrifana de Sousa, junto à Capela de São Roque, encontra-se um sarcófago de granito que conta uma história marcada pela devoção e tragédia epidémica do século XVI. Construído em memória de Frei Manuel da Ressurreição, um franciscano que perdeu a vida durante uma devastadora peste local, o monumento funerário preserva a memória de um homem considerado santo pela comunidade.
O sarcófago, de estrutura rectangular simples, assenta sobre duas pedras base e é coberto por uma tampa hexagonal sem ornamentações. A inscrição lateral revela pormenores importantes: Frei Manuel da Ressurreição morreu em 1579 enquanto assistia os doentes, num acto de profunda dedicação religiosa e comunitária.
A ausência de elementos decorativos confere ao monumento uma sobriedade que realça o significado histórico e humano. O granito local, material tradicional da região, sublinha a conexão entre o objeto e o território. Este sarcófago não é apenas uma peça arquitetónica, mas um registo silencioso de um momento crítico na história local, onde a dedicação individual se confrontou com uma calamidade colectiva.
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