Na cidade histórica de Évora, a Caixa de Água da Rua Nova emerge como um elemento singular da arquitetura hidráulica quinhentista. Projetada em meados do século XVI pelo arquiteto maneirista Miguel de Arruda, esta estrutura integra o complexo do Aqueduto da Água de Prata, um sistema crucial para o abastecimento urbano da época.
Com linhas arquitetónicas inspiradas nos templos clássico…
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Na cidade histórica de Évora, a Caixa de Água da Rua Nova emerge como um elemento singular da arquitetura hidráulica quinhentista. Projetada em meados do século XVI pelo arquiteto maneirista Miguel de Arruda, esta estrutura integra o complexo do Aqueduto da Água de Prata, um sistema crucial para o abastecimento urbano da época.
Com linhas arquitetónicas inspiradas nos templos clássicos, o edifício apresenta uma geometria rectangular assente em três fachadas. Dez colunas toscanas, parcialmente embutidas, sustentam uma base escalonada simples, rematada por uma arquitrave desprovida de elementos decorativos. A sua função essencialmente utilitária contrasta com a elegância estrutural, refletindo a racionalidade construtiva do período.
Localizada no Centro Histórico de Évora - classificado como Património Mundial pela UNESCO - a Caixa de Água representa um exemplo notável da engenharia hidráulica quinhentista. Concebida para receber e distribuir a água proveniente do aqueduto, permanece como vestígio único desta tipologia arquitetónica na região.
Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1922, a estrutura conserva a sua integridade original, oferecendo aos visitantes um olhar direto sobre as soluções técnicas e estéticas da arquitetura portuguesa do século XVI.
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