O Palácio da Inquisição em Évora, hoje Centro de Arte e Cultura, revela uma história complexa que atravessa séculos de transformações arquitetónicas e institucionais. Introduzido em Portugal em 1536, o Tribunal do Santo Ofício instalou-se inicialmente neste edifício, que sofreu múltiplas ampliações e adaptações ao longo do tempo.
Durante o período do Cardeal-Rei D. Henrique, o palácio…
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O Palácio da Inquisição em Évora, hoje Centro de Arte e Cultura, revela uma história complexa que atravessa séculos de transformações arquitetónicas e institucionais. Introduzido em Portugal em 1536, o Tribunal do Santo Ofício instalou-se inicialmente neste edifício, que sofreu múltiplas ampliações e adaptações ao longo do tempo.
Durante o período do Cardeal-Rei D. Henrique, o palácio foi significativamente expandido, chegando a conectar-se com o antigo Templo Romano. Entre 1622 e 1655, o arquiteto Mateus do Couto realizou importantes obras de remodelação, definindo a traça definitiva do edifício.
No interior, dois espaços merecem especial atenção: a Sala do Tribunal e o Cubículo do Inquisidor. A primeira apresenta um impressionante teto barroco em carvalho, decorado com o emblema do Santo Ofício, e janelas que permitem observar o jardim das Casas Pintadas. O Cubículo, localizado no segundo andar, conserva um teto de madeira com pinturas datadas de 1712.
Após a extinção da Inquisição em 1821, o palácio conheceu diversos usos: hotel, instituição de ensino superior e, atualmente, centro cultural. Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1950, o edifício integra o rico património histórico do Centro Histórico de Évora.
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