No coração histórico de Évora, este palácio quinhentista conta a história de uma família nobre e das transformações urbanas dos séculos XVI a XX. Construído inicialmente por Diogo de Sepúlveda numa das artérias principais da cidade, o edifício conserva vestígios arquitetónicos fascinantes do período manuelino-maneirista.
As três janelas manuelinas na fachada oeste, hoje entaipadas, re…
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No coração histórico de Évora, este palácio quinhentista conta a história de uma família nobre e das transformações urbanas dos séculos XVI a XX. Construído inicialmente por Diogo de Sepúlveda numa das artérias principais da cidade, o edifício conserva vestígios arquitetónicos fascinantes do período manuelino-maneirista.
As três janelas manuelinas na fachada oeste, hoje entaipadas, revelam pormenores decorativos únicos: arcos trilobados, capitéis elegantes e motivos vegetalistas esculpidos em pedra. No piso térreo, salas abobadadas sugerem os espaços originais, possivelmente antigas adegas ou cocheiras.
Em 1625, o arcebispo D. José de Melo transformou o palácio no Colégio de São Manços, destinado a acolher donzelas nobres desamparadas. Posteriormente, o edifício conheceu múltiplos usos industriais: produziu sabão, aguardente, transformou cortiça e acolheu uma fábrica têxtil nos anos 50 do século XX.
Atualmente devoluto, o palácio aguarda uma nova vida, provavelmente como unidade hoteleira. Localizado próximo do Convento do Monte Calvário, integra a rica malha urbana de Évora, cidade classificada como Património Mundial pela UNESCO.
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