O Palácio dos Condes de Basto, localizado no coração histórico de Évora, é um testemunho arquitetónico fascinante que atravessa séculos de história portuguesa. Originalmente um alcácer mourisco, o edifício foi conquistado em 1167 por Geraldo Sem Pavor e posteriormente entregue à Ordem de Calatrava.
Estrategicamente situado junto à Catedral de Évora, o palácio conserva vestígios de dif…
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O Palácio dos Condes de Basto, localizado no coração histórico de Évora, é um testemunho arquitetónico fascinante que atravessa séculos de história portuguesa. Originalmente um alcácer mourisco, o edifício foi conquistado em 1167 por Geraldo Sem Pavor e posteriormente entregue à Ordem de Calatrava.
Estrategicamente situado junto à Catedral de Évora, o palácio conserva vestígios de diferentes períodos históricos, desde estruturas romano-visigóticas até elementos góticos, manuelinos, mudéjares e renascentistas. O seu pátio de São Miguel e as janelas geminadas em arco de ferradura revelam a complexidade artística da sua construção.
Ao longo dos séculos, serviu como residência real e morada de figuras históricas como D. Nuno Álvares Pereira, D. Sebastião e os reis Filipe II e Filipe III. A família Castro manteve a propriedade até finais do século XIX, quando foi adquirida pelo engenheiro Vasco Eugénio de Almeida, que a restaurou.
O interior surpreende pelos tectos abobadados com frescos mitológicos de Francisco de Campos, datados de 1578, considerados um dos mais importantes conjuntos decorativos do país. As salas exibem pinturas inspiradas nas Metamorfoses de Ovídio, com cenas alegóricas e mitológicas de notável pormenor e sensibilidade artística.
Atualmente, continua a ser residência privada e sede da Fundação
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