Na histórica Praça do Giraldo, no coração de Évora, o chafariz de mármore branco conta uma história de renovação urbana e engenharia hidráulica quinhentista. Construído em 1571 pelo arquitecto Afonso Álvares durante o reinado de D. Sebastião, o chafariz substituiu uma estrutura anterior que marcava o término do Aqueduto da Prata.
Com planta circular e design elegante, o monumento divi…
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Na histórica Praça do Giraldo, no coração de Évora, o chafariz de mármore branco conta uma história de renovação urbana e engenharia hidráulica quinhentista. Construído em 1571 pelo arquitecto Afonso Álvares durante o reinado de D. Sebastião, o chafariz substituiu uma estrutura anterior que marcava o término do Aqueduto da Prata.
Com planta circular e design elegante, o monumento divide-se em embasamento, fuste, taça e arca em forma de píxide, coroado por um remate pinacular. Oito mascarões ornamentam as bicas, por onde a água escorre, simbolizando as oito ruas que convergem na praça. Uma coroa de bronze e uma cartela com inscrição régia celebram o patrocínio monárquico.
Mais do que uma infraestrutura de abastecimento de água, o chafariz tornou-se um símbolo da modernização urbana promovida pelo Cardeal Infante D. Henrique. Localizado em frente à Igreja de Santo Antão, o monumento testemunhou séculos de vida citadina, desde mercados diários a feiras anuais e até corridas de touros.
Hoje, o chafariz permanece como elemento central da praça, convidando visitantes a contemplar a rica história arquitectónica de Évora e a sua evolução urbanística durante o período quinhentista.
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