As Antas de Belas, localizadas no município de Sintra, representam um conjunto arqueológico excecional que revela os primórdios da ocupação humana na região de Lisboa. Datados do período Neolítico tardio e Calcolítico inicial (4000-2500 a.C.), estes monumentos megalíticos compõem-se de três sepulcros: a Anta do Monte Abraão, a Anta da Pedra dos Mouros e a Anta de Estria.
Cada anta pos…
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As Antas de Belas, localizadas no município de Sintra, representam um conjunto arqueológico excecional que revela os primórdios da ocupação humana na região de Lisboa. Datados do período Neolítico tardio e Calcolítico inicial (4000-2500 a.C.), estes monumentos megalíticos compõem-se de três sepulcros: a Anta do Monte Abraão, a Anta da Pedra dos Mouros e a Anta de Estria.
Cada anta possui características únicas. A Anta do Monte Abraão conserva uma câmara poligonal com 3,6 metros de diâmetro e um corredor de 8 metros, assente diretamente sobre a rocha. A Anta da Pedra dos Mouros destaca-se por um esteio de 5 metros com gravuras rupestres antropomórficas, representando figuras masculinas e femininas. A Anta de Estria mantém ainda a sua mamoa original, um montículo de terra que protegia a sepultura.
Descobertas arqueológicas revelaram artefactos como machados de pedra, ferramentas de sílex e cerâmica, oferecendo um vislumbre da vida das comunidades pré-históricas. Estes monumentos, classificados como Monumento Nacional desde 1910, testemunham práticas funerárias e culturais de comunidades que habitavam esta região há milhares de anos.
Atualmente, as Antas de Belas integram-se numa paisagem urbana em transformação, mantendo-se como marcos importantes da herança
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