Na margem sul do Tejo, em Coina, ergueu-se entre 1719 e 1747 uma das mais importantes manufaturas industriais do período joanino: a Real Fábrica de Vidros Cristalinos. Fundada por iniciativa de D. João V, a fábrica representou um ambicioso projeto de modernização industrial, trazendo técnicos estrangeiros especializados para desenvolver a produção vidreira nacional.
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Na margem sul do Tejo, em Coina, ergueu-se entre 1719 e 1747 uma das mais importantes manufaturas industriais do período joanino: a Real Fábrica de Vidros Cristalinos. Fundada por iniciativa de D. João V, a fábrica representou um ambicioso projeto de modernização industrial, trazendo técnicos estrangeiros especializados para desenvolver a produção vidreira nacional.
Ocupando uma área de 4.000 m², a fábrica possuía três fornos de fusão onde se produziam vidros brancos, verdes e chapas para vidraças e espelhos. A qualidade dos seus produtos rivalizava com os famosos vidros venezianos, chegando a exportar para destinos tão diversos como Brasil, Espanha e China.
Os desafios técnicos foram significativos. Inicialmente abastecida pela Fazenda Real, passou depois para administração privada do irlandês John Beare. A escassez de madeira para os fornos e a necessidade de importar hulha de Inglaterra acabariam por determinar o seu declínio e transferência para a Marinha Grande em 1747.
As escavações arqueológicas realizadas entre 1983 e 1990 permitiram identificar diversas estruturas fabris, como zonas de trituração de matérias-primas, fornos e armazéns. Atualmente, o local está classificado como Imóvel de Interesse Público, preservando a memória desta importante unidade industrial portuguesa.
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