A Igreja de Santa Maria do Barreiro, no Alto do Seixalinho, é um testemunho arquitetónico da expansão urbana vivida nos anos 60. Projectada pelo arquiteto barreirense Joaquim Cabeça Padrão, a igreja representa um momento marcante do Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), que nas décadas de cinquenta e sessenta procurou reinventar os espaços sacros como verdadeiros centros comunitário…
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A Igreja de Santa Maria do Barreiro, no Alto do Seixalinho, é um testemunho arquitetónico da expansão urbana vivida nos anos 60. Projectada pelo arquiteto barreirense Joaquim Cabeça Padrão, a igreja representa um momento marcante do Movimento de Renovação da Arte Religiosa (MRAR), que nas décadas de cinquenta e sessenta procurou reinventar os espaços sacros como verdadeiros centros comunitários.
Com capacidade para acolher cerca de mil pessoas, o edifício modernista impressiona pelas suas dimensões generosas e pela utilização inovadora de materiais como betão armado e vidro. A fachada principal destaca-se pelo amplo janelão em grelha que inunda o interior de luz natural, enquanto a empena triangular rebaixada confere ao conjunto uma elegância austera. No interior, a nave única de 16 metros de altura surpreende pelos painéis de madeira e pela marcação rítmica dos pilares que simulam arcos-diafragma.
Detalhes como a zona baptismal em mármore negro, inspirada nos antigos tanques de imersão cristãos, ou o altar-mor em bloco maciço revelam a preocupação em conciliar funcionalidade pastoral com dignidade estética. Distribuído por três pisos, o edifício alberga ainda o Externato Diocesano D. Manuel de Mello, mantendo viva a vocação comunitária que presidiu à sua concepção.
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