A Fábrica Vidreira Lusitana 'Angolana', localizada na Marinha Grande, emerge como um marco significativo da história industrial portuguesa. Fundada em 1920 pela Sociedade Vidreira Lusitana, a fábrica desenvolveu-se num contexto regional marcado pela abundância de recursos naturais - lenha do Pinhal do Rei e areias locais - que favoreceram o estabelecimento da indústria vidreira.
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A Fábrica Vidreira Lusitana 'Angolana', localizada na Marinha Grande, emerge como um marco significativo da história industrial portuguesa. Fundada em 1920 pela Sociedade Vidreira Lusitana, a fábrica desenvolveu-se num contexto regional marcado pela abundância de recursos naturais - lenha do Pinhal do Rei e areias locais - que favoreceram o estabelecimento da indústria vidreira.
Construída com estruturas em tijolo, alvenaria e madeira, a fábrica especializou-se na produção de cristalaria, nomeadamente chaminés para candeeiros a petróleo e lustres de estilo austríaco. O seu desenvolvimento coincidiu com dois períodos fundamentais da indústria vidreira local: entre 1747-1889 e 1889-1930, momentos que transformaram a Marinha Grande na 'Manchester portuguesa'.
A fábrica vivenciou momentos complexos, como o encerramento em 1934 na sequência de movimentações operárias contra o regime de Oliveira Salazar, e a posterior reabertura em 1942. Nos anos cinquenta encerrou definitivamente, passando posteriormente a funcionar como armazém e oficina de restauro para o Museu do Vidro.
Atualmente, graças ao trabalho da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial, o local preserva importantes estruturas industriais do início do século XX, testemunhando a rica herança industrial da região.
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