Na região de Torres Vedras, escondida nas camadas de grés cretáceo, encontra-se uma gruta artificial da época calcolítica, vestígio arqueológico de uma comunidade pré-histórica. Datada de meados do 3º milénio a.C., esta estrutura funerária coletiva representa um exemplo raro de arquitetura sepulcral na península de Lisboa e Setúbal.
Escavada em rocha compacta, a gruta preserva parcial…
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Na região de Torres Vedras, escondida nas camadas de grés cretáceo, encontra-se uma gruta artificial da época calcolítica, vestígio arqueológico de uma comunidade pré-histórica. Datada de meados do 3º milénio a.C., esta estrutura funerária coletiva representa um exemplo raro de arquitetura sepulcral na península de Lisboa e Setúbal.
Escavada em rocha compacta, a gruta preserva parcialmente a sua câmara original, com a abóbada e a parte lateral norte ainda visíveis. Embora atualmente fragmentada, a sua morfologia arquitetónica assemelha-se a outras necrópoles da época, como as antas e tholoi, mas sem o mesmo destaque na paisagem.
As escavações realizadas por Manuel Heleno nos anos 40 revelaram um espólio significativo, incluindo fragmentos de cerâmica campaniforme e um par de brincos únicos em chapa de ouro local. Estes artefactos, hoje expostos no Museu Nacional de Arqueologia, oferecem um vislumbre das práticas funerárias e capacidades artesanais das comunidades calcolíticas da região.
O sítio arqueológico documenta a rica herança pré-histórica de Torres Vedras, território marcado por uma ocupação humana antiga, favorecida pela diversidade de recursos naturais e condições geográficas propícias.
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