O Moinho do Breyner, situado na margem esquerda do rio Coina, no concelho do Seixal, é um exemplar singular da arquitetura industrial ribeirinha dos séculos XV a XVIII. Construído originalmente no século XV, o moinho integra um conjunto de edifícios retangulares assentes sobre o leito do rio, com fundações em cantaria sólida.
Este moinho de maré aproveitava a força das marés para acio…
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O Moinho do Breyner, situado na margem esquerda do rio Coina, no concelho do Seixal, é um exemplar singular da arquitetura industrial ribeirinha dos séculos XV a XVIII. Construído originalmente no século XV, o moinho integra um conjunto de edifícios retangulares assentes sobre o leito do rio, com fundações em cantaria sólida.
Este moinho de maré aproveitava a força das marés para acionar um complexo sistema de rodízios horizontais e mós, permitindo a moagem de cereais. O mecanismo funcionava através de comportas que retinham água durante a maré-cheia, libertando-a controladamente na vazante para fazer girar as mós.
Após o terramoto de 1755, o moinho foi reconstruído, possivelmente sob direção do arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Na segunda metade do século XIX, adaptou-se a fábrica de massas alimentícias, conhecida como Fábrica Sereia. Posteriormente, entre os anos 1930 e 1989, serviu como fábrica de adubos e conservas de peixe.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1984, o Moinho do Breyner integra o núcleo de moinhos de maré mais antigo de Portugal, testemunhando a engenhosidade técnica e as dinâmicas económicas do estuário do Tejo entre os séculos XV e XX.
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