Na margem do Tejo, em Corroios, a Olaria Romana da Quinta do Rouxinol revela a complexa dinâmica industrial da época romana no território português. Descoberta em 1986 durante obras de saneamento, esta instalação arqueológica preserva dois fornos cerâmicos datados entre os séculos II e IV.
Os fornos, construídos com tijolos e argila, tinham uma forma piriforme com aproximadamente 2,5 …
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Na margem do Tejo, em Corroios, a Olaria Romana da Quinta do Rouxinol revela a complexa dinâmica industrial da época romana no território português. Descoberta em 1986 durante obras de saneamento, esta instalação arqueológica preserva dois fornos cerâmicos datados entre os séculos II e IV.
Os fornos, construídos com tijolos e argila, tinham uma forma piriforme com aproximadamente 2,5 metros de diâmetro. Junto a eles, duas fossas guardavam materiais descartados durante a produção. A olaria fabricava uma diversidade de peças: ânforas para transporte de produtos piscícolas, loiça doméstica como jarros, malgas, potes e lucernas.
A importância deste local reside na sua função como centro produtor para Olisipo (Lisboa) e outras comunidades conserveiras da região. Os artefactos recuperados constituem uma das mais significativas coleções de cerâmica romana em Portugal, classificando o vale do Tejo como um núcleo fundamental na produção de ânforas do período.
Integrado no Ecomuseu Municipal do Seixal, o sítio arqueológico permite aos visitantes compreender as técnicas de produção cerâmica e a organização industrial romana através de visitas guiadas e ocasionais atividades de arqueologia experimental.
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