A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, localizada em Corroios, no Seixal, é um notável exemplo de arqueologia industrial do final do século XIX. Fundada em 1898 com capitais alemães, a fábrica destinava-se inicialmente à produção de pólvora negra para exportação para Angola.
Ocupando uma área de 215.000 m2, o complexo integra dezoito edifícios isolados, incluindo oficinas, paióis, …
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A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, localizada em Corroios, no Seixal, é um notável exemplo de arqueologia industrial do final do século XIX. Fundada em 1898 com capitais alemães, a fábrica destinava-se inicialmente à produção de pólvora negra para exportação para Angola.
Ocupando uma área de 215.000 m2, o complexo integra dezoito edifícios isolados, incluindo oficinas, paióis, armazém e escritório. O núcleo central da fábrica é marcado por uma impressionante máquina a vapor Joseph Farcot de 125 cavalos, instalada em 1900, que movimentava toda a produção através de um sistema de transmissão por cabos.
O circuito de produção revela uma engenharia industrial meticulosa: diferentes pavilhões especializavam-se em trituração, prensagem, granulação, peneiração e embalagem. As vagonetas em carris interligavam os diversos espaços, transportando materiais entre as oficinas.
Em 1922, Francisco Camello adquiriu a fábrica, renomeando-a para Sociedade Africana de Pólvora. Os seus herdeiros mantiveram o processo de fabrico até ao encerramento em 2001. Atualmente, integra o Ecomuseu Municipal do Seixal, preservando na íntegra o seu sistema produtivo original.
Classificada como Monumento de Interesse Público em 2007, a fábrica constitui um espaço único para compreender a arqueologia
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