A Bateria da Crismina, localizada na costa de Cascais, integra um conjunto de três fortificações militares construídas em 1762 durante a Guerra dos Sete Anos. Projetada sob a direção do Conde de Lippe, a bateria fazia parte de um plano estratégico de defesa costeira contra potenciais ataques franco-espanhóis.
Com uma arquitetura militar barroca de planta hexagonal irregular, a fortifi…
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A Bateria da Crismina, localizada na costa de Cascais, integra um conjunto de três fortificações militares construídas em 1762 durante a Guerra dos Sete Anos. Projetada sob a direção do Conde de Lippe, a bateria fazia parte de um plano estratégico de defesa costeira contra potenciais ataques franco-espanhóis.
Com uma arquitetura militar barroca de planta hexagonal irregular, a fortificação foi concebida para impedir desembarques inimigos na extensa praia do Guincho. A sua estrutura incluía um corpo angular com parapeito, plataforma, paiol e espaços de aquartelamento, permitindo cruzar fogo com o Forte de São Brás de Sanxete.
Após o fim do conflito europeu em 1795, a bateria perdeu progressivamente importância militar. Durante as Guerras Liberais, entre 1830 e 1832, D. Miguel mandou restaurar o conjunto de baterias, mas após a vitória das tropas liberais, foram novamente desativadas.
Atualmente classificada como Imóvel de Interesse Público, a Bateria da Crismina encontra-se entre a Estrada Marginal e o mar, junto à EN 247. É a única das três baterias que mantém parte da sua estrutura original, apresentando sinais evidentes de ruína, mas preservando a memória de um período crucial da história militar portuguesa.
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