Na Travessa do Almada, no centro histórico de Lisboa, quatro lápides romanas revelam fragmentos fascinantes da vida urbana durante o Império. Descobertas em 1749, durante a reconstrução pombalina após o terramoto de 1755, estas inscrições em pedra oferecem um olhar íntimo sobre a sociedade romana local.
Duas lápides homenageiam divindades: Mercúrio, deus do comércio, e Cíbele, divinda…
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Na Travessa do Almada, no centro histórico de Lisboa, quatro lápides romanas revelam fragmentos fascinantes da vida urbana durante o Império. Descobertas em 1749, durante a reconstrução pombalina após o terramoto de 1755, estas inscrições em pedra oferecem um olhar íntimo sobre a sociedade romana local.
Duas lápides homenageiam divindades: Mercúrio, deus do comércio, e Cíbele, divindade da fertilidade. Uma terceira celebra Lúcio Cecílio, um importante funcionário público da província da Bética, enquanto a quarta regista uma dedicatória votiva.
Integradas na parede de um edifício pombalino, as lápides testemunham a complexa estratigrafia histórica de Lisboa. Os elementos arquitetónicos sugerem a possível existência de um templo romano nas proximidades, embora esta teoria permaneça por comprovar arqueologicamente.
Os vestígios epigráficos fazem parte de um conjunto arqueológico mais amplo da Baixa lisboeta, que inclui galerias romanas e o Teatro Romano. Classificadas como Monumento Nacional desde 1910, estas lápides permitem aos visitantes vislumbrar os rituais, hierarquias e crenças da antiga Olisipo.
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