Em Lisboa, no pátio do Palácio do Conde de Vimioso, encontra-se um notável cruzeiro gótico da segunda metade do século XV. Originalmente erguido por Pedro Eanes no limite da Quinta das Laranjeiras, junto à Estrada de Benfica, o monumento foi posteriormente deslocado e restaurado em 1914.
A peça combina diferentes materiais: degraus e base em pedra de lioz, fuste em mármore e capitel e…
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Em Lisboa, no pátio do Palácio do Conde de Vimioso, encontra-se um notável cruzeiro gótico da segunda metade do século XV. Originalmente erguido por Pedro Eanes no limite da Quinta das Laranjeiras, junto à Estrada de Benfica, o monumento foi posteriormente deslocado e restaurado em 1914.
A peça combina diferentes materiais: degraus e base em pedra de lioz, fuste em mármore e capitel em calcário. O capitel apresenta elementos vegetais esculpidos e uma inscrição gótica que assinala o mecenato de Pedro Eanes. A cruz latina, elemento central do monumento, possui braços terminados em flores-de-lis e duas faces esculpidas: numa, Cristo crucificado; na outra, Nossa Senhora com o Menino.
Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Cruzeiro das Laranjeiras integra uma zona especial de proteção, reconhecendo o seu valor histórico e artístico. Representa um exemplo significativo da escultura religiosa portuguesa do período gótico, testemunhando as práticas artísticas e devocionais do século XV.
Os visitantes podem observar os pormenores escultóricos e apreciar a complexidade técnica e simbólica deste marco histórico, que sobreviveu a múltiplas transformações ao longo dos séculos.
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