A Capela dos Castros, integrada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Lisboa, revela a história de uma família nobre portuguesa do século XVII. Construída em 1644 por D. Francisco de Castro, então Inquisidor-geral do reino, a capela serve como panteão familiar no antigo Convento de São Domingos de Benfica.
Com traça maneirista, o pequeno templo desenvolve-se numa planta longitudina…
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A Capela dos Castros, integrada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Lisboa, revela a história de uma família nobre portuguesa do século XVII. Construída em 1644 por D. Francisco de Castro, então Inquisidor-geral do reino, a capela serve como panteão familiar no antigo Convento de São Domingos de Benfica.
Com traça maneirista, o pequeno templo desenvolve-se numa planta longitudinal composta por três corpos: nave quadrada, presbitério e retro-coro. A fachada simples apresenta um portal retangular encimado pelo brasão dos Castro, ladeado por uma janela que ilumina o interior.
No espaço interior, seis tramos marcados por arcos de volta perfeita cobrem uma abóbada de berço em pedra dividida em caixotões. Quatro tramos transformaram-se em arcosólios que albergam túmulos familiares, com urnas de mármore assentes sobre pares de elefantes, lembrando os monumentos funerários do Mosteiro dos Jerónimos.
Os túmulos guardam memórias de figuras históricas importantes: o vice-rei D. João de Castro, sua esposa D. Leonor Coutinho, D. Francisco de Castro e outros membros da família. O presbitério, com retábulo tardo-maneirista, apresenta uma tela da Última Ceia, completando este espaço de memória e devoção.
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