O Pavilhão do Rádio do Instituto Português de Oncologia, projetado pelo arquiteto Carlos Ramos em 1927 e inaugurado em 1933, marca um momento singular na arquitetura moderna portuguesa. Localizado em Lisboa, na zona da Palhavã, o edifício nasceu de uma necessidade científica urgente: criar um espaço seguro para tratamentos de radioterapia, seguindo as diretrizes do II Congresso Internacional de…
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O Pavilhão do Rádio do Instituto Português de Oncologia, projetado pelo arquiteto Carlos Ramos em 1927 e inaugurado em 1933, marca um momento singular na arquitetura moderna portuguesa. Localizado em Lisboa, na zona da Palhavã, o edifício nasceu de uma necessidade científica urgente: criar um espaço seguro para tratamentos de radioterapia, seguindo as diretrizes do II Congresso Internacional de Radiologia de 1928.
Com três pisos e uma linguagem arquitetónica despojada, o pavilhão representa uma rutura com os modelos tradicionais. A cobertura em terraço, inspirada nos princípios funcionalistas alemães de Walter Gropius, reflete uma conceção inovadora onde a forma segue estritamente a função. O médico Francisco Gentil, impulsionador do projeto, pretendia um espaço que combinasse tratamento, investigação e formação em oncologia.
A construção foi pioneira na Europa pela proteção eficaz contra radiações, resultado de uma viagem de estudo do médico Marck Athias e do próprio Carlos Ramos aos principais centros oncológicos europeus. Os vãos horizontais, as escadas exteriorizadas e a simplicidade geométrica atestam a influência da arquitetura modernista, transformando o pavilhão num marco da arquitetura portuguesa do século XX.
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