No Chiado, em Lisboa, o Café A Brasileira marca a história cultural portuguesa desde 1905. Fundado por Adriano Telles, um empresário que regressou do Brasil, o café começou como um ponto de venda de café importado e rapidamente se transformou num espaço de encontro intelectual.
A fachada de estilo eclético, desenhada pelo arquiteto Norte Júnior em 1922, apresenta elementos decorativos…
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No Chiado, em Lisboa, o Café A Brasileira marca a história cultural portuguesa desde 1905. Fundado por Adriano Telles, um empresário que regressou do Brasil, o café começou como um ponto de venda de café importado e rapidamente se transformou num espaço de encontro intelectual.
A fachada de estilo eclético, desenhada pelo arquiteto Norte Júnior em 1922, apresenta elementos decorativos únicos: um arco de mármore, estátuas envolvidas em folhagens e um medalhão central com uma figura masculina a tomar café. O interior conserva painéis de madeira, espelhos e pilastras de mármore negro, criando um ambiente que transporta os visitantes para o início do século XX.
Foi neste espaço que Fernando Pessoa e outros artistas modernistas se reuniam, tendo sido o local de nascimento da revista Orpheu em 1915. O café expôs obras de pintores como Almada Negreiros, Jorge Barradas e Nikias Skapinakis, transformando-se num verdadeiro museu de arte.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1997, A Brasileira continua a ser um símbolo da vida cultural lisboeta, mantendo a tradição de importar café do Brasil e preservando a memória de gerações de artistas e intelectuais.
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