O Palácio do Marquês de Tancos, localizado na encosta da Mouraria em Lisboa, entre a Sé e o Castelo de São Jorge, é um exemplar notável da arquitetura residencial maneirista do século XVIII. Fundado originalmente em 1539 como residência da família Ataíde, o palácio foi transformado e ampliado na primeira metade do século XVIII por D. João Manuel de Noronha, 6º Conde de Atalaia e 1º Marquês de T…
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O Palácio do Marquês de Tancos, localizado na encosta da Mouraria em Lisboa, entre a Sé e o Castelo de São Jorge, é um exemplar notável da arquitetura residencial maneirista do século XVIII. Fundado originalmente em 1539 como residência da família Ataíde, o palácio foi transformado e ampliado na primeira metade do século XVIII por D. João Manuel de Noronha, 6º Conde de Atalaia e 1º Marquês de Tancos.
A sua fachada horizontal, adaptada ao terreno irregular, destaca-se pela sobriedade arquitetónica. Desenvolve-se em cinco pisos assimétricos, com janelas retangulares e varandas de ferro forjado, especialmente no andar nobre. Sobrevivente do terramoto de 1755, o palácio conserva grande parte do seu recheio artístico original, com especial destaque para os painéis de azulejos executados por Raimundo do Couto entre finais do século XVII e meados do século XVIII.
No século XIX, o conjunto foi vendido a Alves Dinis, iniciando um processo de transformação e fragmentação. Atualmente, o primeiro piso foi convertido em espaços comerciais, mas os andares superiores mantêm a configuração histórica, permitindo aos visitantes vislumbrar a arquitetura e decoração características da Lisboa setecentista.
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