Na zona do Rato, em Lisboa, a Real Fábrica das Sedas do Rato assinala um momento crucial na história industrial portuguesa do século XVIII. Fundada em 1734 por alvará régio, o edifício projetado pelo arquiteto Carlos Mardel representa um marco da política de desenvolvimento económico pombalina.
Localizada originalmente na zona da Cotovia, a fábrica integrava um complexo urbanístico in…
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Na zona do Rato, em Lisboa, a Real Fábrica das Sedas do Rato assinala um momento crucial na história industrial portuguesa do século XVIII. Fundada em 1734 por alvará régio, o edifício projetado pelo arquiteto Carlos Mardel representa um marco da política de desenvolvimento económico pombalina.
Localizada originalmente na zona da Cotovia, a fábrica integrava um complexo urbanístico inovador, desenhado como um bairro operário modelo. O conjunto incluía não apenas o edifício fabril, mas também residências para trabalhadores, um jardim de amoreiras e uma pequena capela.
A estrutura arquitetónica revela-se imponente: dois pisos com fachada principal composta por torreões laterais, ligados por alas recuadas a um corpo central rematado por frontão triangular. A pedra de armas de D. José I marca simbolicamente o edifício.
Após um devastador incêndio em 1897 que quase o destruiu completamente, o edifício foi reconstruído, mantendo a traça exterior original. Hoje, constitui um monumento à ambição industrial portuguesa de meados do século XVIII, quando Lisboa procurava modernizar-se através da produção manufatureira.
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