O Palácio Burnay, localizado na Rua da Junqueira em Alcântara, Lisboa, é um testemunho fascinante da evolução arquitetónica e social portuguesa entre os séculos XVIII e XX. Originalmente construído em 1701 por D. José César de Meneses, o palácio serviu inicialmente como residência familiar e, posteriormente, como palácio de verão dos patriarcas de Lisboa após o terramoto de 1755.
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O Palácio Burnay, localizado na Rua da Junqueira em Alcântara, Lisboa, é um testemunho fascinante da evolução arquitetónica e social portuguesa entre os séculos XVIII e XX. Originalmente construído em 1701 por D. José César de Meneses, o palácio serviu inicialmente como residência familiar e, posteriormente, como palácio de verão dos patriarcas de Lisboa após o terramoto de 1755.
A propriedade passou por várias transformações significativas, nomeadamente quando foi adquirida por Henrique Burnay no final do século XIX. O banqueiro encomendou ao arquiteto Nicola Bigaglia uma profunda renovação, dotando o edifício de uma arquitetura eclética e elegante, com um corpo central de dois pisos, duas alas e um mirante oitavado.
Os jardins do palácio, com cerca de um hectare, constituem um verdadeiro repositório botânico. Albergam 171 árvores de 50 espécies diferentes, incluindo exemplares raros como o Ginkgo biloba e o Chrysophyllum imperial. Dois pavilhões de ferro e vidro complementam o espaço, refletindo o gosto romântico do século XIX.
Atualmente sob tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Palácio Burnay continua a ser um elemento arquitetónico relevante na paisagem de Alcântara, preservando a memória de diferentes períodos históricos portugueses.
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