No centro de Lisboa, o Convento dos Cardaes emerge como um tesouro arquitetónico do século XVII, fundado em 1681 por D. Luísa de Távora. Este convento de Carmelitas Descalças preserva uma riqueza artística única, sobrevivendo quase intacto ao devastador terramoto de 1755.
A fachada austera contrasta profundamente com o interior barroco, onde azulejos holandeses em azul e branco narram…
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No centro de Lisboa, o Convento dos Cardaes emerge como um tesouro arquitetónico do século XVII, fundado em 1681 por D. Luísa de Távora. Este convento de Carmelitas Descalças preserva uma riqueza artística única, sobrevivendo quase intacto ao devastador terramoto de 1755.
A fachada austera contrasta profundamente com o interior barroco, onde azulejos holandeses em azul e branco narram a vida de Santa Teresa d'Ávila, enquanto talha dourada emoldura pinturas de André Gonçalves e António Pereira Ravasco. Os pormenores decorativos revelam a complexidade artística da época: embutidos de mármore ao estilo florentino, retábulos intrincados e elementos decorativos que combinam influências portuguesas e internacionais.
Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento transformou-se num asilo para mulheres cegas em 1878, mantendo a sua função social original. Hoje, acolhe uma comunidade de freiras e serve como espaço cultural, permitindo visitas que revelam pormenores arquitetónicos e artísticos de excecional valor histórico.
A igreja, classificada como Imóvel de Interesse Público, conserva elementos originais que contam a história de uma comunidade religiosa resiliente no centro da capital portuguesa.
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