Junto às muralhas fernandinas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, encontramos um palácio quinhentista que conta a história da nobreza portuguesa. A edificação, iniciada em 1490 por autorização de D. João II ao nobre D. João de Mendonça, atravessou diferentes períodos construtivos até consolidar a sua atual configuração.
A estrutura arquitetónica revela a evolução histórica do imóvel: …
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Junto às muralhas fernandinas do Castelo de São Jorge, em Lisboa, encontramos um palácio quinhentista que conta a história da nobreza portuguesa. A edificação, iniciada em 1490 por autorização de D. João II ao nobre D. João de Mendonça, atravessou diferentes períodos construtivos até consolidar a sua atual configuração.
A estrutura arquitetónica revela a evolução histórica do imóvel: planta quadrangular, telhado de quatro águas e dois pisos distintos. O piso térreo e o andar nobre são demarcados por cunhais pétreos de grande solidez, elementos que conferem robustez à construção. No século XVII, o palácio conheceu significativas transformações, com o alargamento do andar nobre e a construção de um portal principal coroado por frontão angular.
No século XIX, uma união matrimonial transferiu a propriedade para a família do primeiro Conde de Figueira, mantendo-se ainda visível na fachada a pedra de armas original dos Mendonça. A fachada, assente em arquitrave, apresenta oito janelas de sacada de vão retangular, elementos que testemunham a linguagem arquitetónica da época.
A proximidade com o Castelo de São Jorge realça a importância estratégica e histórica deste espaço no contexto urbano lisboeta.
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