Na Avenida Fontes Pereira de Melo, como atual sede social do Metropolitano de Lisboa, destaca-se um palacete construído entre 1911 e 1915 por José Maria Marques, um capitalista com ligações ao Brasil. Projetado pelo arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, o edifício foi galardoado com o Prémio Valmor em 1914, revelando-se um exemplar notável da arquitetura eclética da época.
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Na Avenida Fontes Pereira de Melo, como atual sede social do Metropolitano de Lisboa, destaca-se um palacete construído entre 1911 e 1915 por José Maria Marques, um capitalista com ligações ao Brasil. Projetado pelo arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, o edifício foi galardoado com o Prémio Valmor em 1914, revelando-se um exemplar notável da arquitetura eclética da época.
O palacete desenvolve-se em quatro pisos, ocupando metade de um terreno retangular em gaveto. A fachada principal apresenta elementos decorativos elaborados: varandas de ferro, janelas tripartidas com capitéis compósitos e um portal central em ferro e vidro, coroado por um óculo com as iniciais do proprietário, JMM.
No interior, a organização espacial centra-se numa escadaria e vestíbulo monumentais. Os espaços incluem pormenores de luxo para a época: madeiras exóticas, estuques pintados, frescos dourados e um elevador, elemento tecnológico inovador.
Após a morte do proprietário, a Câmara de Lisboa adquiriu o imóvel em 1950. Desde 1954, o edifício serve como sede do Metropolitano de Lisboa, preservando a sua estrutura original e valor arquitetónico.
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