A Gare Marítima de Alcântara, localizada na margem do Rio Tejo em Lisboa, marca um momento decisivo na modernização portuária portuguesa do século XX. Projetada pelo arquiteto Pardal Monteiro em 1943, a estação marítima representou uma nova conceção de entrada no país para viajantes internacionais.
Construída em betão armado, a gare apresenta uma arquitetura modernista com linhas curv…
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A Gare Marítima de Alcântara, localizada na margem do Rio Tejo em Lisboa, marca um momento decisivo na modernização portuária portuguesa do século XX. Projetada pelo arquiteto Pardal Monteiro em 1943, a estação marítima representou uma nova conceção de entrada no país para viajantes internacionais.
Construída em betão armado, a gare apresenta uma arquitetura modernista com linhas curvas e um amplo vestíbulo. O piso superior alberga espaços principais, enquanto o térreo se destina a atividades portuárias. Um extenso terraço percorre toda a fachada, prolongando-se para além do edifício.
No contexto da Segunda Guerra Mundial, a gare foi inaugurada a 17 de julho de 1943, recebendo o navio Serpa Pinto com 253 passageiros, maioritariamente refugiados ingleses. O projeto nasceu da necessidade de criar um espaço que proporcionasse conforto e uma primeira impressão positiva aos visitantes estrangeiros.
Os interiores foram enriquecidos com pinturas murais de Almada Negreiros, que decorou o átrio do segundo piso com trípticos e figuras, incluindo uma alusiva ao milagre de D. Fuas Roupinho. Em 2012, a Gare Marítima de Alcântara foi classificada como Monumento de Interesse Público, reconhecendo o seu valor arquitetónico e histórico.
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