No noroeste português, o complexo arqueológico das Mamoas da Veiga oferece um olhar fascinante sobre as práticas funerárias do período megalítico. Composto por cinco túmulos monumentais, cada mamoa revela pormenores únicos sobre as comunidades pré-históricas que habitavam esta região.
As mamoas, construídas com terra e pedras, variam significativamente em dimensão. A primeira, com cer…
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No noroeste português, o complexo arqueológico das Mamoas da Veiga oferece um olhar fascinante sobre as práticas funerárias do período megalítico. Composto por cinco túmulos monumentais, cada mamoa revela pormenores únicos sobre as comunidades pré-históricas que habitavam esta região.
As mamoas, construídas com terra e pedras, variam significativamente em dimensão. A primeira, com cerca de quinze metros de diâmetro, conserva vestígios de uma antiga estrutura sepulcral. A segunda, mais imponente, estende-se por vinte e cinco metros e mantém dois esteios originais, um dos quais apresenta cruzes gravadas, indiciando intervenções posteriores.
As mamoas de menor dimensão - a terceira e quarta, com dez e quinze metros respetivamente - parecem ter sido menos elaboradas, sem evidências de couraças pétreas. Porém, a quinta mamoa destaca-se pela sua escala impressionante, com trinta metros de diâmetro, e pelo seu estado de conservação relativamente intacto.
Apesar das perturbações causadas por intervenções humanas posteriores, como a abertura de estradas, este conjunto arqueológico continua a ser um testemunho eloquente das práticas funerárias e culturais das primeiras comunidades que habitaram o território português.
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